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JORNALISMO!

quinta-feira, 2 de julho de 2009
CRISE DO SENADO:
Por "governabilidade", PT transfere a Lula decisão sobre Sarney
O PT vai seguir as recomendações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a permanência do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) no cargo. A afirmação foi feita em plenário nesta quinta-feira (2) pelo líder da sigla na Casa, Aloizio Mercadante (SP). A bancada reúne-se esta noite com Lula para discutir a situação.
A minha combatividade está a serviço do presidente Lula. A opinião do presidente Lula tem uma imensa relevância para a bancada e para mim pessoalmente. O meu limite é a governabilidade. Falarei o que penso com franqueza, mas vou ouvir com imensa atenção", afirmou Mercadante, em discurso que priorizou a manutenção da aliança com o PMDB, fundamental na sucessão presidencial em 2010 na provável candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). "Não estamos pedindo a
renúncia de Sarney, mas apenas um afastamento temporário", disse.
Ontem, a bancada do PT decidiu pedir a Sarney que se afaste temporariamente do cargo enquanto durarem as investigações de irregularidades na Casa. Como resposta, o peemedebista disse que preferiria logo renunciar. Da Líbia, Lula afirmou que a oposição quer ganhar a presidência do Senado "no tapetão".
Após reunião na casa de Sarney, na noite desta quarta (2), a bancada recuou. Continua a apoiar o licenciamento, mas a palavra final deve sair de reunião hoje à noite com Lula no Palácio da Alvorada.
Segundo Mercadante, os petistas não vão se indispor com o PMDB. "A aliança com o PMDB é fundamental para o país. Não me peçam um ato oportunista de acabar com a governabilidade." E criticou o DEM, partido aliado nas eleições na Casa que resolveu apoiar o afastamento de Sarney. "Nossos principais aliados, sobretudo o PMDB, estavam contra a nossa candidatura. Como simplesmente se retirar nesse momento e dizer que a crise é responsabilidade de José Sarney?"
Mercadante afirmou ainda que o PT está sendo cobrado injustamente pela crise do Senado. Segundo ele, o partido não esteve à frente nem da 1ª Secretaria nem da Presidência nos últimos 14 anos (exceto por algumas semanas, em que o senador Tião Viana (PT-AC) presidiu a Casa interinamente, em 2007).

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