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Diário de São Paulo: SBT ganha audiência 'sem querer querendo'

sábado, 28 de janeiro de 2012
Na segunda-feira, 23, fãs de
“Chaves” invadiram as redes
sociais com citações da “louca
da escada”, “nova” personagem
que apareceu no episódio
exibido naquela tarde. Dona
Edwiges chegou ao topo entre
os assuntos mais comentados
por brasileiros no Twitter,
ajudando a reverberar o
anúncio da reestreia de
episódios “perdidos” da série
na TV brasileira.
Por trás do marketing
involuntário, esconde-se
também a nova cartada do SBT
para capitalizar seu produto
mais bem-sucedido. Desde
2011, a emissora faz alarde
sobre uma leva de episódios
que deixaram de ser exibidos
nos anos 90 por falta de
qualidade técnica. Em
comunicado enviado neste ano,
anunciou-se que a recuperação
das fitas originais recolocaria
no ar 50 episódios que estavam
engavetados.
Até agora, 24 deles foram
exibidos, segundo a emissora.
Uma identificação no canto da
tela indica qual episódio faz
parte do grupo dos
recuperados. Nenhum tem
roteiro inédito – o próprio
episódio em que a “louca da
escada” aparece é um remake
do manjado capítulo em que seu
Madruga herda um terno do tio
Jacinto. Há, no entanto, alguns
clássicos, como o “Espíritos
Zombeteiros”. Por estratégia, o
SBT não divulga quais são os
episódios e quando serão
exibidos.
SUCESSO/O fuzuê em torno
dos episódios perdidos retomou
uma discussão que vez ou outra
volta à tona: como um seriado
produzido há quase 40 anos
ainda é capaz de despertar
tanta comoção?
“Além de ser atemporal, é um
tipo de humor que atinge todas
as idades”, opina Luís Joly,
autor do livro “Chaves – Foi
Sem Querer
Querendo” (Editora Matrix),
que conta casos curiosos sobre
a produção.
Uma das histórias registradas
na obra é sobre a aquisição do
“Chaves” pelo SBT, em 1981.
Reza a lenda que Silvio Santos
teria “esnobado” o humorístico
incluído dentro de um pacote
de novelas da rede mexicana
Televisa. Assim, o programa só
estrearia em 1984 – para
nunca mais sair do ar. Já são
27 anos de exibição
ininterruptos, o programa mais
duradouro da emissora. Hoje,
“Chaves” fica no ar 14 horas
semanais. O custo é quase zero,
ainda mais se considerado o
resultado no Ibope. São seis
pontos de média na exibição
diária noturna, maior do que a
audiência da novela “Amor e
Revolução”, que custou R$ 3
milhões. Um verdadeiro negócio
do México.
Fonte: Diário de São Paulo/
SBTPedia

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