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Ellen Roche foi a rainha de bateria da Rosas de Ouro
Foto: Léo Pinheiro/Futura Press
Reduzir Normal Aumentar Imprimir Acompanhado de perto por mais de 50 mil pessoas durante duas noites, o Carnaval de 2010 do grupo especial de São Paulo levou ao Sambódromo do Anhembi chocolate, mulher bonita e polêmica. Ao entrar na avenida contando a história do cacau, a Rosas de Ouro adoçou os jurados e quebrou um jejum de 16 anos sem título. Mesmo com o samba-enredo modificado por uma emissora de TV, sagrou-se campeã com uma diferença de 0,25 sobre a Mocidade Alegre.
A vitória da escola, conquistada somente no anúncio do último quesito, frustrou - e revoltou - a torcida com maior número de representantes na apuração. Quatro dias depois de assistirem ao maior ídolo, o jogador Ronaldo, na passarela - um dos pontos mais altos na folia paulista -, parte da Gaviões da Fiel arremessou mesas e cadeiras para cima. "Os jurados foram preconceituosos e tendenciosos. Eles não conseguiram captar a mensagem da música sobre os 100 anos do Corinthians", disse o diretor da escola, Eduardo Pontes.
Além da presença do craque corintiano, as apresentações das escolas de São Paulo tiveram outros pontos altos. Historicamente menos destacado que o Carnaval do Rio, o grupo especial paulista assemelhou-se neste ano ao carioca, principalmente no quesito carros-alegóricos. Os veículos carregaram desde a época de ouro da economia cafeeira do interior de São Paulo até os principais jogadores do Corinthians.
Mulheres bonitas
Se o Carnaval paulista está mais próximo do carioca, em um quesito em especial a folia de São Paulo ultrapassou a do Rio de Janeiro: o número de corpos femininos quase nus. As mulheres abusaram do topless e do tapa-sexo e mostraram quase tudo no Anhembi. Namorada de Alexandre Frota, a modelo Dani Sperle foi a prova dessa desinibição.
Na sexta-feira, quando saiu de destaque da Imperador do Ipiranga no primeiro dia de Carnaval, o seu tapa-sexo se descolou e ela teve de segurá-lo até o final da avenida. A fantasia ainda a machucou e a fez sangrar na passarela. No segundo dia, à frente da Tom Maior, ignorou o tapa-sexo e veio coberta somente de brilhos. "Estou mais confortável assim. Não tem tapa-sexo para descolar e eu ter de ficar segurando", afirmou.
Apesar de menos desinibidas de que Sperle, famosas como Sabrina Sato, Ellen Roche, Joseane de Oliveira e Valeska Popozuda também mostraram quase tudo, em fantasias minúsculas. Vestida mesmo só a ex-BBB Tessália. Distante da avenida, ela 'tietou' celebridades nos camarotes e postou fotos na sua popular conta do Twitter - rede de microblogs. "Tive medo da reação do público, mas as pessoas têm sido receptivas", disse.
Fenômeno nos bastidores e na avenida
Se as delgadas Paris Hilton e Madonna causaram alvoroço na Sapucaí, o robusto Ronaldo Nazário provocou o mesmo efeito - nas devidas proporções - no Anhembi. Antes de ser destaque da Gaviões da Fiel, ele já protagonizava um empurra-empurra nos bastidores. Ajudado por um guindaste, subiu ao topo de um carro alegórico. "Para mim é muito importante estar aqui hoje. Estou recebendo o carinho do público", disse.
Ao final da passagem, marcada por acenos e beijos, o jogador voltou a mobilizar um esquema especial. Aos gritos de "é campeão", deixou o sambódromo escoltado por dezenas de seguranças. Foi a celebridade mais assediada nos dois dias de apresentação das escolas na capital paulista.
Doce polêmica
Ao compor seu samba-enredo, a campeã Rosas de Ouro criou a grande polêmica do Carnaval 2010. O doce sabor do chocolate amargou quando a letra chegou à Rede Globo, dona dos direitos de exibição. A emissora pediu, e foi atendida, a retirada da expressão 'Cacau é show' do refrão alegando que é proibida a realização de propaganda e ações de merchandising disfarçado, em referência a marca de chocolates 'Cacau Show'.
Com a pressão da emissora, de acordo com a coluna Zappinig, do jornal Agora, o samba-enredo acabou sofrendo alterações. Durante a comemoração do título na terça-feira, a direção da agremiação confirmou uma "parceria" com a empresa mediante o pagamento de uma "ajuda de custos" de R$ 150 mil. O valor foi usado para custear fantasias e as trufas distribuídas ao público.

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