Ele não emplacava um personagem forte na televisão desde “A Próxima Vítima” (1995, Globo).
Depois da trama, só ganhou algum destaque ao entrar no confinamento da “Casa dos Artistas”, do SBT, em 2002. Agora, André Gonçalves volta a despontar de novo como ator, vivendo o misterioso motorista indiano Gopal, de “Caminho das Índias” (Globo).
Em entrevista feita por e-mail, ele falou à reportagem sobre seu personagem, a relação com a namorada, Letícia Sabatella, e também sobre política: em 2010, André, filiado ao PMN (Partido da Mobilização Nacional), pretende se candidatar a deputado estadual no Rio.
O Gopal sempre está no lugar certo, na hora certa. Na sua opinião, o que ele representa?
André Gonçalves – O Gopal é quase uma escada para o Raul (Alexandre Borges), um amuleto que ele teve. O personagem tem essa função, de ajudar o Raul a desenvolver a trama dele. A gente brinca que o Gopal é o James Bond, porque ele agora vai ter apetrechos como relógios que gravam, coisas do tipo.
Como é contracenar com a sua namorada, a Letícia Sabatella?
A. G. – A Letícia é uma atriz incrível, especial, que estuda muito. Já trabalhamos juntos em ‘Amazônia’. É muito bom trabalhar com pessoas que te passam a bola, se divertem e são sérias no trabalho.
Com que outro personagem você precisou mudar muito de visual?
A. G. – Sou menos reconhecido quando estou de André! Cada personagem tem uma mudança interna muito grande. Quando termino uma novela, preciso de um tempo neutro para poder voltar a ser o André anterior.
O que você pode apontar que o Gopal lhe acrescentou?
A. G. – Trouxe essa cultura de ser mais generoso e ter menos culpa. Ele me presenteou com uma existência de ensinamentos.
Você já acumula 20 anos de carreira como ator. Qual foi o seu ponto alto?
A. G. – Estou vivendo ele, é todo dia.
Afinal, por que entrou para a política (se filiou ao PMN)?
A. G. – Tenho essa vontade faz tempo. E política a gente faz todo dia, todo o tempo. Gosto de estar disponível para a sociedade, para mudar o quadro atual.

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